Monday, 13 October 2008

E chegou nosso pedido de exame!!

Estavamos saindo de casa para dar uma caminhada, quando vimos o carteiro chegando em nossa casa com algumas correspondências e entre elas um envelope grande de papel reciclado.

Quando vimos que era do Consulado: festa geral!!!! Já marcamos nosso exame para amanhã.

Agora falta bem pouquinho... uiuiui!

Até a próxima!


Friday, 10 October 2008

Crise Financeira

Uma coisa que me tira o sono atualmente é a crise financeira mundial e a forma como todas as pessoas, entidades e Governos têm lidado com esse problema made in USA.

Durante muitos anos os americanos e especuladores mundiais globalizados fizeram fortuna sem produzir um único produto. Nem mesmo uma folha de papel. Sem ter a menor idéia do que é uma cadeia produtiva, depreciação, relações de trabalho ou o dia-à-dia de um empresa do mundo real.

Tudo em nome de alavancar as operações e rentabilizar carteiras de fundos de Private Equities.

E essa farra foi feita com dinheiro fácil em cima da promessa de que o mecado iria sempre subir. E essa promessa se tornou uma crença e todos acreditavam que iriam sempre ganhar no mercado financeiro.

Durante os últimos anos, o poder econômico passou dos Governos para as Agências de Ratings, e essas agências detêm o poder de decidir o futuro de grandes corporações como a General Motors, que ontem teve seu rating rebaixado e suas ações despencaram para o patamar mais baixo desde 1950.

Isso mesmo amigos, 1950! E quem paga essa conta? Quem é que vai dar emprego para os funcionários da GM no futuro? A Agência de Riso? Ou os Bancos de Investimentos dos EUA que recentemente quebraram na emenda?

Mas foram os Bancos que quebraram. E assim como no Brasil, seus ex-diretores continuam ricos e vão muito bem obrigado. Até agora eu não ouvi ninguém falar em processar os executivos dos Bancos.

E o mais engraçado de tudo é ouvir da boca de alguns americanos que o Governo deve intervir no mercado e fazer investimentos diretos nos bancos. Parece que o mundo enlouqueceu...

Cadê os liberais e as regras do mercado livre? Estão estatizando o mercado financeiro?

Assim como a sociedade precisa de boas regras de comportamento social, o mercado financeiro precisa de regras e limites de funcionamento. Caso contrário, vira o que estamos vendo atualmente.

Eu sinceramente espero que para o mercado fique a lição de que experiência e prudência são sempre bons requisitos para qualquer atividade. Se você não dá sua empresa para um gestor inconsequente administrar, adote o mesmo princípio para o seu dinheiro.

Eu tenho visto vários operadores do mercado dizendo que os investidores não devem sair da bolsa, mas pessoalmente eu duvido muito que o dinheiro deles esteja lá.

Eu tinha um pouco de dinheiro em fundo de ações e já tirei de lá quando a coisa apertou. Realizei o prejuizo e agora estou em renda fixa. Se eu tivesse permanecido na bolsa eu já teria perdido mais.

Mas eu creio que prejuízo também se deve realizar. Infelizmente, a maioria das pessoas só realiza lucros. Mas isso é pessoal.

Eu ainda acho que as Bolsas vão continuar caindo e que ainda é hora de realizar os prejuízos evitando maiores perdas. É o chamado Stop Loss. E esse conceito existe para isso.

À la prochaine...


Tuesday, 7 October 2008

O dólar e o mercado financeiro - Coisas que não dependem da gente

Uma das coisas que fazemos com regularidade é planejar a nossa vida financeira. Principalmente desde que decidimos imigrar para o Canadá.

Já nos desfizemos da maioria das coisas que tínhamos para vender e passamos nossa reserva para aplicações em renda fixa. Tudo isso foi planejado e feito sem pressa a medida que o processo de imigração foi andando.

Mas como sempre, na vida existem fatores que não dependem da gente e nesse caso específico a cotação do dólar acaba de nos dar uma cacetada na cabeça.

Nesse exato momento a moeda dos EUA está sendo negociada a exatos R$ 2,26 no câmbio comercial.

Acho que é desnecessário dizer o impacto que isso tem na vida de quem planejou a imigração em cima de uma taxa de câmbio de R$ 1,80.

Nesses momentos a gente se pergunta se podia ter feito alguma coisa para evitar esse problema, mas nesse caso em particular a pancada foi recebida sem que a gente soubesse de onde ela veio.

Paciência e bola pra frente...

Ps: E o dólar fechou a R$ 2,31


Sunday, 5 October 2008

PlayStation Portable - Meu "ex-brinquedo"


Antes de voltarmos do Canadá eu me dei de presente um jogo eletrônico para ajudar a passar o tempo ao retornar ao Brasil. Afinal de contas, esperar é o que todo futuro imigrante sabe fazer de melhor.

Fui na Best Buy e na Future Shop e gostei do PlayStation Portable. Decisão tomada, comprei um modelo que veio com um joguinho da NFL. Como os jogos são mais baratos no Canadá, a Sô escolheu outros dois jogos.

O problema é que passados quase 40 dias da compra eu ainda não consegui nem me aproximar do PSP. A Sô está verdadeiramente tomada pelo meu "ex-presente". Acho que só vou conseguir jogar no ano que vem quando eu voltar para o Canadá e comprar outro PSP.:)

Fazer o que? Pelo menos esse eletrônico já valeu o investimento e não será um "gadget" que vai ficar encostado. O que não significa que eu vou usá-lo...

Enfim, agora vou sair para cumprir com meu dever de cidadão e votar nas eleições municipais.

Para quem não sabe, no Brasil a democracia obriga as pessoas a votar...


Thursday, 2 October 2008

Cotação do Dólar

E por aqui o sistema financeiro continua especulando e brincando com a vida de todos. Segue artigo comentando os acontecimentos por aqui...

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Análise: Superávit cambial desativa pânico

Luiz Sérgio Guimarães - Valor Econômico

SÃO PAULO - A balança cambial de setembro mostra que a decolagem do dólar no mercado interno foi forjada pela especulação, já que não houve saída líquida de recursos do país.

A moeda disparou 16,45% no mês passado, engordando os caixas dos "comprados" à vista (bancos nacionais) e "comprados" no futuro ("hedge funds" estrangeiros).

Nem a temida contração do crédito externo, nem uma suposta debandada de investidores estrangeiros em busca de refúgios seguros pode ser invocada para justificar a alta diante dos números divulgados ontem pelo Banco Central. Eles ainda são parciais, mas se referem à maior parte de setembro e englobam o período crítico da turbulência mais recente, desencadeada no dia 16 pelo colapso do banco americano Lehman Brothers.

O fluxo cambial até o dia 26 foi superavitário em US$ 2,75 bilhões. O déficit financeiro de US$ 3,51 bilhões foi amplamente coberto pelo saldo comercial de US$ 6,26 bilhões. "Não está faltando dólares no mercado de câmbio brasileiro. A taxa está subindo por causa do cassino. Alguém precisa dizer para o presidente Lula que não é só lá nos EUA que tem cassino, aqui também temos e pelo jeito tem muita gente no vermelho", diz o economista Sidney Nehme, diretor da NGO Câmbio.

A saída de dólares do país nos primeiros 20 dias úteis do mês passado foi de fato impressionante - US$ 30,95 bilhões -, mas as entradas, de US$ 27,442 bilhões, não decepcionaram. A face comercial persistiu desativando a tecla do pânico. Os exportadores, não obstante as alegações de falta de linhas, fecharam contratos no valor de US$ 17,55 bilhões, enquanto os importadores se satisfizeram com US$ 11,295 bilhões.

Enquanto isso, bancos e investidores estrangeiros ampliavam suas posições "compradas" (aposta de alta do dólar, muito bem-sucedida em setembro). O capital estrangeiro encerrou o mês "comprado" liquidamente entre os pregões de dólar futuro e cupom cambial em US$ 6,185 bilhões. Qual a posição no primeiro dia de setembro? "Vendida" em US$ 3,05 bilhões.

O fluxo desmente contágio capaz de exigir medidas anticrise por parte do governo brasileiro. Ele desautoriza elevações de juros em linhas de crédito. E dissipa os temores relacionados a pressões cambiais sobre a inflação que exigiriam prontas respostas altistas da política monetária.

E se forem olhadas as reservas internacionais brasileiras nesse momento caracterizado pelo ápice (até agora) da tormenta externa? Elas subiram de US$ 205,12 bilhões no último dia de agosto para US$ 206,49 bilhões no último de setembro.

Se o fluxo cambial - a contabilidade de tudo que entra e sai do país - está superavitário e as reservas cresceram, que crise é essa? Pode ser a pior desde a de 1930, mas por enquanto não justifica tecnicamente a valorização registrada pelo dólar em setembro. Outubro não começou de maneira diferente. Ontem, a moeda subiu 1,10%, cotada a R$ 1,9250.

Como a contaminação cambial inexiste, os juros futuros podem estar caindo pelo motivo errado. No mercado interbancário de reais, pode estar havendo um empoçamento de liquidez, destinado a forçar o BC a reduzir ainda mais as alíquotas dos compulsórios bancários, muitas vezes confundido com uma contração geral do crédito capaz de desaquecer a demanda e levar o Copom a iniciar logo o ciclo de declínio da taxa Selic.

Mas como o fundamento é frágil - fuga de capital e retração de linhas externas, dois fatores não confirmados pelo fluxo cambial -, a tendência declinante pode ser revertida com a mesma rapidez. O CDI para a virada do ano caiu 0,03 ponto, para 13,98%, enquanto o contrato mais negociado, para janeiro de 2010, recuou 0,10 ponto, para 14,37%.

O Brasil parece menos afetado pela aversão global a risco que eleva os preços dos títulos do Tesouro americano e derruba as taxas. Ontem, o juro do papel de dez anos recuou de 3,8234% para 3,7401%, enquanto o de cinco anos cedeu de 2,9759% para 2,8580%.

O dia mesclou indicadores positivos sobre o lado real da economia americana e um bem negativo. Este foi o ISM (Institute for Supply Management) relativo ao setor manufatureiro em setembro. A projeção dos analistas era de um índice de 49,5, mas ele registrou pesada contração a 43,5 pontos, o pior desde outubro de 2001.

Os outros dois vieram não tão ruins. O mercado de trabalho mostra-se melhor do que o esperado pelos analistas. Pelo dado semanal da Automatic Data Processing (ADP) 8 mil vagas foram extintas, quando se projetava diminuição de 53 mil. E os gastos com construção ficaram estáveis em agosto. As estimativas dos economistas eram de uma redução de 0,50%.