Uma coisa que me tira o sono atualmente é a crise financeira mundial e a forma como todas as pessoas, entidades e Governos têm lidado com esse problema made in USA.
Durante muitos anos os americanos e especuladores mundiais globalizados fizeram fortuna sem produzir um único produto. Nem mesmo uma folha de papel. Sem ter a menor idéia do que é uma cadeia produtiva, depreciação, relações de trabalho ou o dia-à-dia de um empresa do mundo real.
Tudo em nome de alavancar as operações e rentabilizar carteiras de fundos de Private Equities.
E essa farra foi feita com dinheiro fácil em cima da promessa de que o mecado iria sempre subir. E essa promessa se tornou uma crença e todos acreditavam que iriam sempre ganhar no mercado financeiro.
Durante os últimos anos, o poder econômico passou dos Governos para as Agências de Ratings, e essas agências detêm o poder de decidir o futuro de grandes corporações como a General Motors, que ontem teve seu rating rebaixado e suas ações despencaram para o patamar mais baixo desde 1950.
Isso mesmo amigos, 1950! E quem paga essa conta? Quem é que vai dar emprego para os funcionários da GM no futuro? A Agência de Riso? Ou os Bancos de Investimentos dos EUA que recentemente quebraram na emenda?
Mas foram os Bancos que quebraram. E assim como no Brasil, seus ex-diretores continuam ricos e vão muito bem obrigado. Até agora eu não ouvi ninguém falar em processar os executivos dos Bancos.
E o mais engraçado de tudo é ouvir da boca de alguns americanos que o Governo deve intervir no mercado e fazer investimentos diretos nos bancos. Parece que o mundo enlouqueceu...
Cadê os liberais e as regras do mercado livre? Estão estatizando o mercado financeiro?
Assim como a sociedade precisa de boas regras de comportamento social, o mercado financeiro precisa de regras e limites de funcionamento. Caso contrário, vira o que estamos vendo atualmente.
Eu sinceramente espero que para o mercado fique a lição de que experiência e prudência são sempre bons requisitos para qualquer atividade. Se você não dá sua empresa para um gestor inconsequente administrar, adote o mesmo princípio para o seu dinheiro.
Eu tenho visto vários operadores do mercado dizendo que os investidores não devem sair da bolsa, mas pessoalmente eu duvido muito que o dinheiro deles esteja lá.
Eu tinha um pouco de dinheiro em fundo de ações e já tirei de lá quando a coisa apertou. Realizei o prejuizo e agora estou em renda fixa. Se eu tivesse permanecido na bolsa eu já teria perdido mais.
Mas eu creio que prejuízo também se deve realizar. Infelizmente, a maioria das pessoas só realiza lucros. Mas isso é pessoal.
Eu ainda acho que as Bolsas vão continuar caindo e que ainda é hora de realizar os prejuízos evitando maiores perdas. É o chamado Stop Loss. E esse conceito existe para isso.
À la prochaine...
Friday, 10 October 2008
Crise Financeira
Monday, 14 July 2008
Royal Bank of Canada - O lado competente do banco
Na semana passada a Diretora da nossa escola perguntou o que estávamos achando da nossa estadia e se estávamos precisando de alguma ajuda.
Como ela perguntou, contamos o nosso probleminha com o gerente do banco e ela ficou indignada. Como ela tem conta no mesmo banco, ela pediu nossa autorização para intervir e então ela falou com seu gerente e hoje fomos ao banco com ela e abrimos a nossa conta bancária.
Isso mesmo, abrimos a nossa conta com os mesmos documentos que tínhamos levado a uma outra agência do mesmo banco. Fomos super bem atendidos pelo diretor de contas e pelo caixa. Parecia uma outra empresa.
Moral da história? Relacionamento é tudo. Claro que quem nos atendeu hoje era mais experiente, preparado e atencioso, mas isso também aconteceu graças a referência da diretora da Axion21.
É o famoso "réseau de contact" que já percebemos que funciona muito bem por aqui.
Segue o lado bom da força....
Jean-Pierre Trinque
Directeur de Comptes
Sucursale Côte-des-Neiges et Côte-Ste-Catherine
5.700, Côte-des-Neiges
Montréal - Québec - H3T 2A6
Tél: (514) 340-3160